O SPE é o índice central do modelo. Ele sintetiza quatro dimensões em um único score de 0 a 10, ponderadas conforme o cargo. Cada dimensão mede um aspecto distinto do potencial estratégico de uma região para uma candidatura específica.
1. Afinidade — o quanto o campo já está presente
Mede o alinhamento histórico da RA com o campo político do candidato, naquele cargo específico. É calculada como um blend de dois componentes: 65% do voto real que o campo obteve naquela RA×cargo em 2022, e 35% do perfil socioeconômico da PDAD (renda, escolaridade, funcionalismo, dependência de benefícios) que estruturalmente predispõe o eleitorado a determinado campo.
Interpretação: afinidade alta significa que o campo já tem raízes ali — o eleitor já votou no campo antes. Não garante o voto no candidato específico, mas reduz o custo de persuasão.
2. Conversão — o espaço ainda disponível
Mede o potencial de conquistar eleitores que ainda não votam no campo. É calculada como o produto entre o volume de votos que o campo ainda não capturou naquela RA×cargo e a predisposição estrutural da PDAD. Regiões onde o campo poderia ter mais votos do que historicamente obteve têm conversão alta.
Interpretação: conversão alta significa oportunidade real de crescimento — o eleitor tem perfil favorável mas ainda não foi convertido. Territórios de Conversão alta são os campos prioritários para investimento em mensagem e mobilização.
3. Massa — o volume disponível
Mede o volume de votos válidos daquele cargo naquela RA, corrigido por um proxy de abstenção que considera a proporção de jovens de 16 a 24 anos e de domicílios de classe D/E (grupos com maior tendência de abstenção). Quanto maior o volume de votos realizados, maior a Massa.
Interpretação: massa alta significa que a região vale em volume absoluto — mesmo uma penetração modesta gera muitos votos. Ignorar regiões de alta Massa é abrir mão de votos que estão disponíveis.
4. Logística — a eficiência operacional
Mede o custo relativo de campanha por voto. RAs menores, com eleitorado mais concentrado geograficamente, têm logística mais eficiente. Calculada como o logaritmo do inverso do número de eleitores aptos — escala log para evitar que a diferença entre a maior (Ceilândia, 302k eleitores) e a menor (Varjão, 4k) seja desproporcional.
Interpretação: logística alta não significa que a região é prioritária, mas que o custo por voto é menor. Para candidaturas com orçamento limitado, regiões de alta Logística oferecem o melhor retorno por real investido.
Pesos por cargo
| Cargo |
Afinidade |
Conversão |
Massa |
Logística |
Lógica |
| Governador |
25% |
35% |
30% |
10% |
Cobertura ampla — conversão e volume são decisivos |
| Senador |
20% |
40% |
35% |
5% |
Majoritário com 2 vagas — conversão crítica, nenhuma RA dispensável |
| Dep. Federal |
30% |
25% |
35% |
10% |
Disputa DF todo — volume importa tanto quanto afinidade |
| Dep. Distrital |
35% |
20% |
25% |
20% |
Concentração local — afinidade e eficiência operacional são chave |
Quadrantes estratégicos
O badge exibido no painel da região combina SPE e Afinidade em quatro categorias de decisão:
Prioridade
SPE alto + Afinidade alta — investir agora
Expandir
SPE alto + Afinidade baixa — converter eleitores
Consolidar
SPE médio + Afinidade alta — não perder terreno
Não priorizar
SPE baixo + Afinidade baixa — presença mínima